Crítica: ‘Branca de Neve e o Caçador’

 

Num ano em que Hollywood, cada vez mais escasso de ideias, decidiu avançar com duas adaptações do conto da Branca de Neve, parece que nenhuma delas conseguiu realmente impressionar, apesar de ‘Branca de Neve e o Caçador’ estar mais próximo do que originalmente são os contos de fadas.

Apesar de existirem diversas versões – a mais conhecida é sem dúvida a dos irmãos Grimm, que data de 1812, estas tinham tudo menos um final feliz e cor-de-rosa – tendência alterada pela Disney nas suas adaptações dos diversos contos que conhecemos.

A história de ‘Branca de Neve e o Caçador’ diverge do original em alguns aspectos, de forma a construir um mundo medieval alternativo ao que conhecemos, mas que mantém a mesma premissa: uma rainha que pretende manter a sua eterna beleza, tendo para isso que matar a única pessoa que lhe faz frente, Branca de Neve.

Com uma fotografia de tons escuros e sombrios, ‘Branca de Neve e o Caçador’ consegue de forma eficaz criar uma visão alternativa deste conto de fadas, com Charlize Theron a dominar por completo o campo da interpretação no papel da Rainha Ravenna.

Kristen Stewart, que interpreta Branca de Neve, mantém o seu registo habitual. Pouca expressividade ou emoção na interpretação de uma personagem pura e inocente. Chris Hemsworth é seguro no papel do caçador, mantendo aquela imagem bruta e de rudes modos que vimos já em ‘Thor’.

‘Branca de Neve e o Caçador’ consegue ser um bom entretenimento, conseguindo construir um mundo alternativo sombrio que nos absorve – ao contrário da outra adaptação de Branca de Neve, ‘Mirror Mirror’, que tem uma tonalidade totalmente inversa desta – mas que não deixa de deixar transparecer algumas fragilidades numa narrativa que depende demasiado da personagem de Charlize Theron.

Nota: 6 / 10

 
 

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