Cannes 2012 (Dia 4): ‘Lawless’ e ‘Antiviral’

 

No dia 19 de Maio, quarto dia do Festival de Cannes, foi exibido o novo filme de John Hillcoat, que anteriormente nos trouxe ‘A Estrada’‘Escolha Mortal’, um épico de gangsters sobre a altura da proibição.
Existia também uma grande expectativa para o primeiro filme de Brandon Cronenberg, ‘Antiviral’, que marca a estreia do filho de David Cronenberg nas longas-metragens.

 

‘LAWLESS’

1931. No coração da América em plena proibição, no condado de Franklin na Virgínia, estado célebre pela produção de álcool de contrabando, os três irmãos Bondurant são traficantes notórios: Jack, o mais novo, ambicioso e impulsivo, quer transformar o pequeno negócio familiar em tráfico de envergadura. Sonha com roupas bonitas, com armas e espera impressionar a sublime Bertha… Howard, o do meio, é o brigão da família. Leal, o seu bom senso dissolve-se regularmente no álcool que não consegue recusar… Forrest, o mais velho, é o chefe e continua determinado a proteger a família das novas regras impostas por um novo mundo económico. Quando Maggie chega a Chicago, fugitiva, ele toma-a igualmente sob a sua protecção. Sozinhos contra uma polícia corrupta, uma justiça arbitrária e gangsters rivais, os três irmãos escrevem a respectiva lenda: uma luta para permanecerem no seu próprio caminho, durante a primeira grande corrida ao ouro do crime.

First Showing:

Existem alguns confrontos, alguns momentos incríveis de violência, muito sangue como todos esperavam, linguagem rude, e mais. O realizador John Hillcoat filma sempre de forma bela, com uma cinematografia subtil, e deixa as personagens tomarem as rédeas desta história de época. […] A história em si é um pouco mais do mesmo, não gerando muitas surpresas, mas é um excelente filme de entretenimento sobre gangsters na época da proibição.

Screen Comment:

Baseado numa história verídica, ‘Lawless’ entretém de forma bastante segura, onde todos os elementos do típico épico gangster estão presentes nesta história violenta de sobrevivência e drama. […] Um facto interessante é que o argumento foi escrito pelo músico Nick Cave. Numa conferência de imprensa depois do filme, Cave disse que escrever este argumento foi “uma brincadeira de crianças”. “Adorei as clássicas histórias de amor que estavam envolvidas.” “Isso e a excessiva violência. Estes dois elementos entusiasmaram-me bastante.”

 

‘ANTIVIRAL’

Syd March é um funcionário de uma clínica que se especializa na venda e injecção de vírus cultivados sobre a pele de celebridades a fãs obcecados. Uma comunhão biológica, por um determinado preço. Syd vende também ilegalmente amostras destes vírus a grupos de criminosos roubando-os à clínica para a qual trabalha depois de os ter introduzido no seu próprio corpo. Quando fica infectado pelo vírus que provocou a morte da super celebridade Hannah Geist, Syd torna-se num alvo para os coleccionadores e os fãs em delírio. Tem então de elucidar o mistério à volta desta morte antes de ter o mesmo fim trágico.

IndieWire:

Não há dúvidas de que qualquer que fosse o tema escolhido para o seu primeiro filme, Brandon Cronenberg iria ter a sombra do seu pai sempre presente. […] Apesar de estar longe da perfeição, dá aos fãs de David [Cronenberg] o que eles têm sentido falta nos últimos anos, estabelecendo Brandon como um cineasta de futuro brilhante. […] Apesar de demorar um pouco a desenrolar, e apesar de ter diversas falhas que muitos primeiros filmes têm, este primeiro filme de Brandon revela-nos uma tremenda promessa. A segunda parte é onde ‘Antiviral’ realmente mostra os seus dentes, com uma narrativa única que chega a locais fascinantes e sombrios.

Twitch:

Como sátira da cultura moderna, ‘Antiviral’ de Brandon Cronenberg é um sucesso, com uma realização precisa e convicta. De qualquer forma, por estas razões, é também frio, estéril e completamente vazio de humanidade e sentimento. É possível que estas caracteristicas sejam consideradas como pontos a favor, visto que fazem parte das intenções de Cronenberg, mas isso não significa que todas as pessoas vão gostar deste filme. […] As interpretações e os diálogos reforçam esta frieza, com personagens que só se libertam dos múrmurios monossilábicos quando estão em extremo sofrimento ou quando pretendem fazer algum comentário sobre a sociedade. […] As ideias são imaginativas e por vezes inteligentes, mas nunca extraordinárias, como os melhores trabalhos no género. Uma estreia forte, onde sentimos que o realizador conseguiu obter exactamente aquilo que procurava.

 

 
 

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